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Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

A volta de Robinho

Robinho fez que fez em todo lugar que passou.

Ganhou a confiança de Dunga, mas não convenceu em nenhum dos clubes que jogou (?) na Europa.

Fez que fez para sair do Santos, para sair do Real e para sair do City e voltar ao Santos.

Mas com a bola já fez e faz o que poucos conseguem.

O vídeo abaixo representa o voto de que ele consiga colocar sua bola no lugar que se deve e também a cabeça.

Afinal, com a bola no pé e cabeça no campo, Robinho é diversão garantida.


Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Cai o tabu de vinte e...


oito jogos.

Parecia que o Corinthians ia levar os três pontos em Campinas com alguma facilidade.

Vencia por 1x0, gol de Jucilei em arremate que passou como foguete na mão de alface de Eduardo Martini.

Quando se pensava: "Poxa, o Corinthians vai levar o Paulistinha no bico enquanto prepara o time para a Libertadores e..."

Eis que ressurge do banco de reservas da Ponte Preta uma figura que remete aos tempos mais profundos das trevas do Timão.

Finazzi, finado dos rebaixados de 2007, ressuscitou e se aproveitou de uma das trapalhadas fantasmagóricas de Escudero que fez pênalti. Empate.

Depois, em cruzamento pela esquerda, o sempre vivo Finazzi parece bater com os ossos meios soltos, mas a bola recocheteia e vai para o gol: 2x1.

A Ponte Preta (aquela de 77) vira e acaba com a série invícta do Corinthians no Paulistão que durava desde o ano passado.

Futebol é thriller. Como um zumbi, Finazzi ainda assombra.


OBS.: Ainda ninguém voltou do além para dizer se vale a pena comentar a camisa de morte feita em "homenagem" ao Centenário.

Terça-feira, Janeiro 19, 2010

Os bebês da bola e o complexo de Peter Pan


Enquanto não voltavam os campeonatos estaduais, ver os jogos da Copa São Paulo de juniores é a pré-temporada dos torcedores.

Pode ser interessante assistir aos bons jogos do torneio e brincar de "vai vingar, não vai vingar" com os atletas.

Mais do que isso, a Copinha e outros torneios de categorias menores tem mostrado um outro dado instigante.

Quanto mais o tempo passa, os jovens pés-de-obra cada vez mais se parecem com os profissionais.

Se não no futebol apresentado (que nem sempre é de gente grande), ao menos a aparência eo comportamento é quase sempre a de um jogador profissional.

Os trejeitos, as explicações, as desculpas, o cabelo, as chuteiras, os brincos, as marras. Às vezes até as mordomias são de jogadores profissionais.

Salvo poucos que ainda preservam alguma ingenuidade ou outros que ainda estão imunes aos vícios do boleiro, muitos atletas sub-18, mesmo sem contar com o salário de um Ronaldo, de um Adriano ou de um Vágner Love, são capazes de dar chapéu em muita Maria Chuteira.

Esse fenômeno é até um tanto óbvio já que muitos desses jovens atletas já defendem ou participam do grupo de profissionais.
Além do mais, nada seria mais natural que os garotos imitem seus ídolos.

O curioso ou o lamentável dessa história é que os aspirantes aspiram cada vez menos o futebol que seus colegas profissionais praticam (ou deveriam praticar).

Cedo já preferem ficar com os olhos voltados para outras metas: fama, dinheiro, empresário, Europa.

Bebês da bola que sonham um dia, quando finalmente alcançarem o estrelato, poderem ser paparicados e mimados como crianças.

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

Marcelinho, o Senhor Centenário


Na grama, começou nesta quarta-feira o Centenário para o Corinthians.

Da vitória sobre o time baba do Huracán o gol de Souza bem que poderia ser a manchete. Afinal, com o tento marcado ele já se aproxima da média de 2009.

Entretanto, era dia de Marcelinho. E o senhor Centenário, como é chamado na jogada marqueteira em comemoração aos 100 anos do Timão, já é acostumado com os holofotes da casa.

Onde fez luz e sombra.

Ontem, ele só fez o que se esperava.

Deu alguns toques para mostrar que sabe como poucos bater na bola. Bateu escanteio, falta e correu e discursou feito um louco no alambrado ao encontro de outros 20 mil insanos que enfrentaram um calor insuportável durante uma tarde de janeiro em dia útil na cidade.

Um feito que, além de corroborar o título de Fiel, mostra que a torcida reconhece o óbvio: Marcelinho Carioca foi o jogador mais vitorioso da história do Corinthians.

Mesmo que, possivelmente, ele não seja o modelo de ídolo que qualquer outro time desejaria, pois fora do campo fez muitas exibições escorregadias.

É notório que suas atitudes, muitas vezes contrárias as suas próprias palavras e a do evangelho que pregava, nem sempre foram muito exemplares.

Sua trajetória, meio de um Macunaíma que alcança feitos incríveis, às vezes tropeçando na moral, acabam só tornando mais emblemática sua posição como maior ídolo da história corinthiana.

Porque o Fiel tem, na verdade, é uma quedinha pela traição.

Reconhece que o eterno camisa 7 fez coisa que nenhum outro conseguiu com a camisa alvinegra, ao mesmo tempo que parece fingir não perceber um certo, digamos, exagero nas declarações de amor de sua cara-metade pé de anjo.

Pouco importa, pois as juras por vezes demagógicas ferem muito mais os rivais que o odeiam do que a calejada carcaça corinthiana. E, por sua vez, o craque tem consciência que deve sua projeção no futebol ao seu casamento com a Fiel.

Aliás, nenhum corinthiano discorda em receber nos festejos do centenário seu ídolo de braços abertos.

Mas de olhos ainda mais abertos, faz suas preces a São Jorge para que quando a bola role pra valer, Marcelinho se mantenha longe do campo, firme em seu púlpito de Senhor Centenário.

Como se diz, são as duas faces de uma mesma moeda. Assim como é o Pé de anjo.

Com pouco a acrescentar com a bola e muito a acrescentar em vaidade e turbulência no estelar elenco, é melhor que o camisa 7 permaneça como titular absoluto apenas nas sagradas escrituras do clube.

E ainda que possa vir a usar seu carisma com a maior torcida paulista para objetivos menos nobres como a política brasileira, Marcelinho tem razão quando diz que a camisa do Corinthians é sua segunda pele.

Com ela, o craque é capaz de encobrir qualquer deslize e qualquer arranhão que sua primeira pele possa ter sofrido.

Quando vestido com a camisa 7 do clube centenário, Marcelinho tem, como poucos, o poder para fazer toda uma nação sorrir.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Havelange e a cartolagem


Não é fácil assistir entrevista com dirigente de futebol.

Com João Havelange é ainda mais difícil.

Com Galvão Bueno puxando o saco do tio era praticamente impossível que esse assunto tão pouco cult entrasse em nossas páginas virtuais.

Mas eis que João Havelange pôs-se a falar de, veja só, futebol.

O que é um fato extraordinário entre os cartolas que, em geral, fazem uma forcinha para fugir quando o assunto é futebol, o esporte propriamente dito.

Quase um assombro, já que minha impressão é de que cartola não gosta muito de futebol.

A turma dona da bola parece mais apaixonada pela dimensão que o futebol pode lhes proporcionar. E só.

Uma boa parte dos cartolas sequer deve saber a escalação do time do coração.

E outra grande fatia sequer tem time do coração. Isso, quando tem coração.

O objetivo é ficar o maior tempo possível no poder.

Como faz Ricardo Teixeira, alçado como presidente da CBF há 20 anos atrás quando era genro de... João Havelange.

E aoi falar sobre futebol, o presidente da honra da Fifa saiu dizendo que a força desse esporte está no erro do juiz.

Como estratégia para não aceitar o uso da tecnologia na marcação de lances duvidosos, Havelange prefere acreditar que a essência do futebol está na discussão que as lambanças de arbitragem provocam.

E se essa assertiva não serve como uma grande lição para quem quer ver gol e jogadas bonitas, pelo menos serve para constatar que Havelange é o representante-mor da mentalidade antiquada que domina a entidade máxima do esporte até hoje e que se espalha também entre os dirigentes do Brasil.

E ainda que novos foco de esperança apareçam aqui e ali com novos cartolas mais preocupados com seus clubes e com admininstrações mais transparentes, infelizmente o perfil tradicional do cartola ainda não parece tão fácil de mudar.

Menos mal é que se a tecnologia ainda não é usada para ajudar aos apitadores, ao menos serviu para trocar rapidamente de canal com o controle remoto.

Como dizia, entrevista com cartola é chato demais.

Sexta-feira, Janeiro 08, 2010

Vágner Love, o noveleiro


Antes da fama era só Vágner.

E sua primeira novela veio cedo.

Aos 18, ainda junior no Palmeiras, foi pego fazendo um happy end com uma moça na concentração.

Ganhou o Love e fazendo vários gols ajudou a tirar o Verdão da Série B* um ano depois.

Aí já era estrela de time grande.

Mas por força do destino (para usar uma expressão novelística), em seguida acabou protagonista no coadjuvante CSKA.

Ganhou muitos títulos lá (dois campeonatos russos, quatro Copas da Rússia).

Atuou meio de canastrão em 2005 quando chegou a ser anunciado como reforço do Corinthians.

Interpretou trajado até a camisa alvinegra, mas foi mesmo voltando para uma ponta de mais algumas temporadas na Rússia.

E já acostumado a um papel menor, acabou aparecendo justamente naquela que ninguém deixa de acompanhar: Seleção.

Não convenceu, mas integrou o elenco que ganhou a Copa América com o diretor Dunga.

Esquecido pela Amarelinha, voltou ao Palmeiras como astro.

Não brilhou. Mas continuou dando audiência:

Participou da novela mexicana que foi a campanha do Palmeiras no Brasileirão.

Foi agredido por torcedores covardes.

E agora vive o personagem principal da novela "Vai ou não para o Flamengo?".

De realismo mesmo, Love dá muito ibope pelo futebol que mostrou até então.

Suas histórias dão tanto o que falar como as de um Renato Gaúcho, um Romário, Ronaldo, mas a bola não bate na canela deles.

E tem tantos outros menos badalados que jogaram mais: Rivaldo, Bebeto, Zé Roberto...

O telespectador, aliás, o torcedor só espera acabar mais essa novela mela-cueca para, finalmente, Vágner Love fazer o seu papel mais importante: o de jogador de futebol.

*Atualização: Love tirou o Palmeiras da Série B e não tirou do rebaixamento como escrito anteriormente. Obrigado ao leitor Arthur Rastelli.

Terça-feira, Janeiro 05, 2010

2010: Perto dos Caras


Seguindo toda aquela tradição de troca de números no calendário, todos fazem uma retrospectiva do ano que passou ou uma previsão do que será 2010.

Em nenhuma das previsões de todos os cronistas esportivos que li pude concluir, com certeza, quem será o campeão da Libertadores do Centenário, ou melhor, da América, ou o vencedor da Copa do Mundo. Portanto, quem sou eu para me atrever a palpitar resultados.

Além disso, achamos que retrospectivas já são muitas e previsão é coisa de guru.

Por isso, melhor atentar para o que vai acontecer de fato no ano que seguirá.

Certo mesmo é que 2010 nos deixará mais perto dos grandes craques.

Primeiro por causa da Copa do Mundo.

E antes que o corneta diga, a África do Sul não é logo ali, refiro-me que a proximidade se dá com o clima criado em torno do Mundial, nos trazendo mais notícias, jogos, entrevistas e tudo mais sobre os caras que acompanhamos somente nas transmissões dos campeonatos inglês, espanhol, italiano nas temporadas regulares.

Aliás, em época de Copa do Mundo é possível assistir Inglaterra e Argentina perto de um monte de gente que só conhece o Beckham e o Maradona.

E aí não há como não se sentir mais, digamos, íntimos.

E além da Copa do Mundo botar na nossa sala (de casa ou do trabalho) vários craques reunidos, os clubes brasileiros também tem feito a sua parte para gerar essa aproximação com os astros da gorducha.

E aqui, sim, nos referimos também à questão geográfica.

Como se iniciou em 2009, grandes jogadores continuam retornando de sua peregrinação pelo mundo para defender clubes do Brasil. Alguns craques que não desabrocharam, outros que não gostaram da comida, outros que passaram frio e alguns de glorioso currículo, mas com as travas da certidão de nascimento um tanto gastas.

Entre os últimos e mais importantes, para ficar só nos de currículo mais seleto, Ronaldo talvez seja a prova cabal de que essa fórmula pode dar certo. Adriano no Flamengo também.

Poderíamos também incluir Petkovic, mas ele sequer esteve na Europa nos últimos tempos.

Nesse caso, é mais uma prova conclusiva da carência de bons de bola no país do futebol e a confirmação do alto nível de "craqueza" de Pet.

De qualquer forma, nessa segunda-feira Roberto Carlos se apresentou ao Corinthians. Mais um estelar que já rodou por várias constelações e agora volta às origens. Origens não tão originais, já que o jogador foi via Palmeiras e é torcedor do Santos.

Mas para restringir apenas à parte técnica, Roberto Carlos não tem na bola o que o cantor homônimo tem na música, mas é inegável seu vasto repertório. Em outras palavras, não é um Ronaldo, mas perto de todos os laterais que jogam por aqui sobra só usando o gogó (o melhor talvez seja Gilberto que está jogando na meia).

Também é fato: assim como a idade faz o Rei desabar o seu nível e cantar com uma trupe de gente chata em cada "novo" especial, também tira do lateral esquerdo a velocidade e uma parte do vigor que tanto lhe foi útil.

Enfim, mesmo com tantas ressalvas, o caso de Roberto Carlos, o jogador, serve para ilustrar que só pela audiência (foram seis mil corinthianos recebê-lo numa segunda-feira) uma investida como essa já pode valer a pena para o espetáculo.

Entre os que dão certo ou não, sejam velhos ou não, renegados ou não, sempre sobra uma única certeza.

É muito mais divertido para o torcedor acompanhar os campeonatos nacionais com nomes importantes nas escalações dos times.

O raciocínio também vale para Giovani no Santos e outros tantos.

Se der para jogar o fino melhor ainda.

Até porque a lista de desconhecidos que não sabe chutar uma bola já é imensa.

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

De volta

Sim, as convenções das redes sociais dizem: "avise o leitor quando entrar em férias".

Aqui não fazemos isso, principalmente por que não se deve escrever um blog para respeitar convenções.

Prefiremos nos desculpar pela súbita ausência.

E avisar que a equipe Cultebol volta com tudo em 2010.

Desse jeito, meio bronco, é melhor para testar os leitores que são fiéis de fato.

E mesmo sob o risco de ficar sozinho fazendo eco, vamos desejar um Feliz 2010.

Afinal, é ano de Centenário. Ou melhor, Copa do Mundo. Co-pa do Mun-do!

Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Ronaldinho Gaúcho e sua arte esquecida

Cerca de uns dez dias atrás, bombou na internet que a revista britânica World Soccer elegeu Ronaldinho Gaúcho como o melhor jogador da década.

Considerou-se a pontuação para melhor jogador do planeta entre os anos 2000-2009 e após a soma dos pontos conquistados nesses anos, apontou-se o campeão.

O que não faltou foi contestação de bate-pronto. Principalmente daqueles torcedores mais mergulhados na ditadura da instantaneidade. Meio perdidos no mundo tecnológico que despeja enormes quantidades de informação por minuto, muitos só conseguiram se recordar apenas dos últimos anos - desde 2006 -, os piores da carreira de Gaúcho.

Pelos títulos que ganhou (duas vezes melhor do mundo, Liga dos Campeões, Copa do Mundo etc.) Ronaldinho está a frente de todos que competiram.

Com certeza Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká, de fato foram melhores nas últimas três temporadas. Mas todos ainda precisam pedalar um pouco mais para alcançar o que fez Ronaldinho Gaúcho, principalmente com a camisa do Barcelona.

E mais do que admitir que Ronaldinho Gaúcho foi o jogador da década, difícil é entender como o "jogador da década" poderá ficar de fora do principal torneio do planeta que fecha a década da qual ele foi dono por mais tempo: a Copa do Mundo 2010.

Convém lembrar que jogador do Milan é possuidor de uma técnica que combinada com alguns outros fatores (como vontade de usá-la), o coloca entre os atletas com o maior poder de decidir uma partida no mundo.

Dunga com certeza não se esqueceu do que é capaz Ronaldinho, tampouco da caneta que levou do ainda gremista dentuço no final de sua carreira pelo Inter.

Em favor do craque, contam suas recentes apresentações que parecem mostrar um rascunho bem feito do que pode fazer o artista Ronaldinho.

Por outro lado, pesa que Dunga também se fará lembrar (talvez Jorginho o ajude também) de todos aqueles outros jogadores que lhe deram suporte em nesses anos. Afinal, com o chefe da Amarelinha, Ronaldinho ficou devendo.

Outro ponto negativo é que, a rigor, o fantástico jogador que fazia chover nos campos europeus nunca deu muito as fuças com a camisa da Seleção.

Sendo assim, a única certeza que nos resta é que Ronaldinho provavelmente terá, mais uma vez, os holofotes mirados na sua cara.

E mais uma vez, o craque haverá de enfrentar uma das armas que mais podem ter atrapalhado seu rendimento: a superexposição.

Ronaldinho inovou tanto em suas jogadas no auge de sua forma que provocou uma estranha expectativa na maioria dos torcedores. Uma quase exigência de que o artista dos campos, Ronaldinho Gaúcho, deveria pintar uma Monalisa todo jogo.

No entanto, é óbvio que mesmo jogando como um "comum", Ronaldinho está acima da grande maioria.

Passe, visão de jogo, experiência, chute e tantos outros fundamentos são provas de que Ronaldinho é craque.

Se jogar muito bem no primeiro semestre, dificilmente qualquer treinador do mundo cogitaria abrir mão de seus serviços. O clamor popular também deverá içá-lo à África do Sul.

Se for mal ou quase não atuar, Dunga já deixou claro que todas chances foram dadas e R-10 vai ter que aguentar a narração do G. Bueno.

A dúvida que se coloca para Dunga é se Ronaldinho não brilhar aos olhos do público como nos tempos de superastro e, mesmo assim, cumprir seu papel como "jogador comum" levando o Milan a disputa do Calcio e adiante na Liga dos Campeões.

Dunga já deve saber, mas antes de chamar ou não Ronaldinho, ele terá de decidir se espera, para jogar em sua Seleção, a volta do mágico, o craque espetacular, ou o Ronaldinho "apenas" fora-de-série.

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

A morte de John Lennon

Nessa semana, em 8 de dezembro, completou-se 29 anos da morte de John Lennon.

Assassinado por um fã na porta de sua casa, no edifício Dakota em Nova Yorque, o ex-beatle foi um dos principais ícones da cultura pop mundial e um ártifice dos valores de uma juventude que tinha algo a dizer cantando.

Exemplo de uma época no qual a cultura pop sintonizava as pessoas com a realidade do mundo.

Não era apenas ferramenta de entretenimento e alienação.

As comemorações mais pomposas da efeméride deverão acontecer no ano que vem, quando a morte de John completará 30 anos.

De qualquer forma, vale sempre lembrar que já faz tanto tempo que o mundo atura Yoko Ono sozinha.

Abaixo, um vídeo de reportagem da Globo em 1980, mostrando a comoção (inclusive no Brasil) com a perda do ídolo.

O seguinte mostra uma das primeiras declarações de Paul McCartney após o ocorrido.

Os outros são alguns clipes musicais selecionados pela equipe beatlemaníaca de edição.















Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

O grupo do Brasil na Copa do Mundo

Com quase uma semana de atraso é hora de sair do Brasil para falar do Mundo.

Ou melhor, falar do Brasil no mundo.

O sorteio das chaves para a Copa da África do Sul, colocou a Seleção junto de Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

Comparado a outros grupos, não há dúvida que o G, o do Brasil, está entre os mais fortes (ainda que seja impossível chamá-lo de "grupo da morte").

Fora os asiáticos, todos são candidatos a chegar em quartas-de-final em condições normais (se bem que o cruzamento com o grupo da Espanha complica a vida do segundo colocado, espera-se ocupado por marfinenses ou portugueses).

Olhando mais para o próprio umbigo, a retrospectiva é favorável para o Brasil quando o grupo na primeira fase é, teoricamente, mais difícil.

Vejamos:

Em 1958, o Brasil tinha Áustria (uma espécie de sensação européia da época), Inglaterra (empatamos em 0x0, precisa dizer se eram fortes?) e União Soviética (em plena Guerra fria, uma seleção de superatletas).

O Brasil passou bem da primeira fase e acabou campeão batendo os donos da casa, a Suécia, na final.

Em 1962, basta dizer que na primeira frase o Brasil se bateu com a Tchecoslováquia, mesma equipe que enfrentaria na final para arrematar a segunda Jules Rimet. Sem Pelé. O grupo d Brasil ainda tinha Espanha e México, adversários tradicionais.


No tricampeonato, apesar de contar com um timaço que faria qualquer seleção do mundo não desejar encontrar o Brasil na primeira fase (e em nenhuma outra), o Brasil manteve sua rotina de vencer quando pega tubarão nos grupos.

No México, o Brasil recebeu em seu grupo Inglaterra (our main costumer), Romênia e a já conhecida Tchecoslováquia.

De qualquer forma, até aí a Copa do Mundo possuía quatro grupos e a probabilidade de aparecer seleções pernas-de-pau era bem menor.

Em 1994, com o torneio mais inchado o Brasil até caiu numa chave teoricamente tranquila analisando-se hoje, mas nem tanto na ocasião. No tetra, os brasileiros pegaram Rússia (a principal dissidente da tradicional URSS), Camarões (potência africana que despontou quatro anos antes) e a Suécia, que acabou fazendo a semifinal contra o time de Romário e Bebeto.

No Japão e na Coréia do Sul, provavelmente foi o grupo do Brasil mais baba entre as Copas do Mundo papadas. Costa Rica e China não assustavam ninguém em 2002 e o grupo só acabou anabolizado porque a Turquia também chegou a semifinal para encarar novamente a Família Felipão.

Independente de acreditar que a retrospectiva é capaz de incidir alguma influência futura, o fato de cair numa chave mais difícil tende a ser positivo para o Brasil.

Evita acomodação e euforia, além de preparar melhor o time para os quatro jogos eliminatórios que, de fato, decidem o campeão.

Dunga tem estrela.

OBS.: Impossível não comentar (e cornetar) sobre nossos hermanos. Ao que tudo indica, eles não terão dureza na primeira fase com Nigéria, Coréia do Sul e Grécia. O principal adversário da Argentina será ela mesma, sua defesa (nem goleiro tem) e seu técnico.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Menção Honrosa: Silas do Avaí


Após a honrosa subida para a Sèrie A, nem começou a temporada e ele já foi o primeiro alvo das cornetadas.

O Avaí era candidato certíssimo da maioria da "crítica esportiva" para cair.

Pois não caiu e ainda, no final de 38 rodadas, pousou macio na sexta posição.

Há cinco pontinhos da Libertadores.

Só por isso, o que não é pouco, o time do Avaí merece uma menção honronsa.

Principalmente, jogadores como Marquinhos, o capitão, e Muriqui.

Mas o técnico Silas, em especia,l merece um enorme destaque.

Ainda que na Seleção do campeonato este blogue tenha apontado Cuca como o técnico do torneio, fiz apenas para ser coerente com um Brasileirão decidido na última rodada. Ou seja, levei em consideração o retrospecto recente (justamente o momento que impulsionou o Flu à virada histórica).

Mas o grande técnico de todo o campeonato, da dita peleja dos pontos corridos, foi Silas.

Do começo ao fim, segurou a onda em Floripa. Manteve-se em pé na turbulência do início da competição e foi levando o Avaí na crista sem sair do prumo até o fim.

Pelo seu excelente trabalho não deverá frequentar as belas correntezas de Santa Catarina. Apesar de ter tudo para continuar no sul, lá no Grêmio.

Porém, Silas (h)avaiano, quieto no seu canto. Silas do Avaí foi que mandou melhor como professor do campeonato brasileiro.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

A Seleção do Cultebol


Montar a Seleção do campeonato brasileiro é um exercício muito praticado em todas as premiações, de todos os veículos de comunicação do Brasil.

Cada um vai dar um time diferente, com algumas unanimidades da "crítica".

Pois bem, vamos bater na mesma tecla e fazer o leitor aguentar também a nossa Seleção do campeonato.

E claro, não é para concordar mesmo.

Goleiro: Marcos (PAL) - Marcos falou muito. Acabou criticado e no final ficou com a língua solta aparada. Merece o prêmio porque fala e joga muito. Jogador em geral já fala mal e pouco, e ainda ultimamente tem uns que nem jogar sabem. Ter um goleiro que fala e joga muito é um diferencial.

Lateral direito: Vitor (GOI) - além de fazer um excelente campeonato, fez um golaço contra o São Paulo no Serra Dourada. E de esquerda.

Zagueiro: Chicão (COR) - Porque essa posição não tinha grande coisa. Queriam quem? Danilo? André Dias?

Zagueiro: Ronaldo Angelim (FLA) - Pô, marcou o gol do título.

Lateral esquerdo: Julio Cesar (GOI) - marcou a memória do blogueiro no Pacaembu nos 4x1 do Goiás sobre o Corinthians.

Primeiro volante: Sandro (INT) - está também entre as revelações. Pegou até Seleção do Dunga.

Segundo volante: Hernanes (SPO) - sabe passar e chutar com as duas pernas. Só aí já complica a vida média do volante brasileiro.

Meia pela direita: Diego Souza (PAL) - esse é barbada. Só pelo golaço do meio campo já vale a vaga.

Meia pela esquerda: Petkovic (FLA) - dois gols olímpicos decisivos não é para qualquer. Não precisa nem jogar muitas partidas.

Atacante um: Fred (FLU) - conhece da arte e seria injusto não haver nenhum do Fluminense depois de tamanha arrancada. Ainda fez um golaço no jogo contra o Vitória, o penúltimo.

Atacante dois: Adriano (FLA) - queimou o pé na moto, ou melhor, na luz. Foi artilheiro do campeonato com melhor média de gols, fez o time inteiro (até o Andrade) a dar olo na festa do clube para ir na sua balada e (por causa dela?) ainda deu cano na premiação da Globo. Craque.

Técnico: Escolher o treinador talvez seja a maior dúvida do blogueiro. No entanto, pesamos bem entre os cinco primeiros colocados: Andrade desperta como o grande favorito. Desacreditado, assumiu a bronca e ganhou com o Mengo. Mário Sérgio não mudou muito e fez o Inter não tão diferente do Tite. Ricardo Gomes ainda não foi dessa vez. Adílson Batista é outro que poderia ganhar. Mas seu trabalho deve ser avaliado entre a recuperação no Brasileiro e também pela incompetência dos outros times que abriram caminho para o Cruzeiro. Muricy, ah brincadeira. Esse ano nem pensar.

Enfim, na dúvida, só resta olhar para a parte de trás do campeonato. E lá, quem fez a diferença e conseguiu a virada mais espetacular entre os lanternas da história dos pontos corridos?

Sempre desacreditado. E até por ele mesmo, quando todos achavam que ele entrara na barca mais furada da vida, veio a consagração: Cuca é o melhor técnico do campeonato brasileiro.

E pela ressureição do Tricolor, ainda leva a menção honrosa de "Highlander" do campeonato brasileiro.


Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Flamengo campeão!




Fim do Brasileirão mais maluco da história.

Seis fatos do Hexa:

- Flamengo é o time que vacila menos e fica com o título.

- Mesmo sendo o time que menos liderou, o rubro-negro tomou a ponta na hora certa.

- Único time com dois jogadores fora-de-série (Adrinao e Pet), o Flamengo levou a taça após dezessete anos.


- Andrade cala a boca de meio mundo e leva seu sétimo título na carreira.

- Flamengo derruba "verdades" dos pontos corridos. Nem tão orgnizado e sem muito planejamento, clube atropelou bichos-papões e favoritos.

- Na hora decisiva, nem Pet nem Imperador, a dupla de zaga flamenguista com David e Ronaldo Angelim garantiu a vitória sobre o valente Grêmio que valorizou a conquista rubro-negra.

E outros seis fatos dos que perderam o título:

- Internacional bobeou tanto durante o campeonato que na última rodada pagou por ter de torcer contra o arqui-rival. Acabou vice novamente.

- São Paulo fez bela arrancada, mas tropicou na soberba de tricampeão nas últimas rodadas e deixou escapar o quarto troféu seguido.

- Palmeiras de Muricy, o maior fiasco do Brasileirão. Líderou por 17 rodadas e, na última, acabou sem nem mesmo a vaga para a Libertadores.

- Fluminense, a grande surpresa. Cuca consegue o milagre e salva o Tricolor do rebaixamento.

- Heróico, Cruzeiro se recupera da ressaca do vice da Libertadores e conquista a vaga para o torneio sul-americano graças ao "palmeirense" Kléber Gladiador.

- Botafogo se livra de mais uma queda e joga o Coritiba na Série B. Em cenas deploráveis, Coxa mostra que torcedor idiota existe aos montes até nas cidades mais civilizadas do Brasil.